Economia

Amazonas tem pior desempenho do país no setor de serviços, diz IBGE

MANAUS – O Amazonas encerrou o mês de novembro com o pior desempenho do país no volume de serviços, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta terça-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado acumulou quedas expressivas em praticamente todos os recortes analisados, consolidando um cenário de retração prolongada no setor.

Na comparação com outubro, o volume de serviços no Amazonas recuou 3,0%, resultado 2,9 pontos percentuais abaixo da média nacional, que ficou em -0,1%. O desempenho também foi 3,6 pontos percentuais inferior ao registrado pelo próprio estado no mês anterior, configurando o pior resultado desde julho, quando o índice marcou -3,5%.

Entre as 27 Unidades da Federação, 18 apresentaram taxas negativas em novembro, mas o Amazonas figurou entre os estados com os desempenhos mais fracos do país. Enquanto Paraíba (2,9%), Pará (2,6%) e Pernambuco (1,3%) lideraram os avanços, o estado ficou ao lado de Acre (-4,2%), Distrito Federal (-3,4%) e Amapá (-3,3%) entre os piores resultados mensais.

O cenário se agrava ainda mais na comparação com novembro de 2024. No índice interanual, o volume de serviços no Amazonas despencou 10,6%, o pior resultado registrado pelo estado em 2025 e também o pior do Brasil no mês. A queda representa uma diferença negativa de 13,1 pontos percentuais em relação ao resultado nacional, que apresentou crescimento de 2,5%.

No acumulado do ano, o Amazonas também aparece em posição desfavorável. O índice ficou em -1,0%, enquanto o resultado nacional foi positivo, em 2,7%, ampliando a distância para 3,7 pontos percentuais. Com esse desempenho, o estado ocupou apenas a 23ª colocação no ranking nacional, entre as unidades da federação com os melhores resultados no setor.

Já no indicador acumulado em 12 meses, o Amazonas fechou novembro com variação praticamente estagnada, de apenas 0,2%, novamente na 23ª posição entre os estados. O contraste é significativo quando comparado aos melhores desempenhos do país, como Distrito Federal (7,9%), Paraíba (5,7%) e Sergipe (4,6%). No extremo oposto, Rio Grande do Sul (-4,9%), Acre (-2,7%) e Piauí (-1,9%) registraram as maiores retrações.

Os números evidenciam que o setor de serviços no Amazonas segue enfrentando dificuldades estruturais e perda de dinamismo, destoando do desempenho nacional e de outros estados da região Norte, como o Pará, que figura entre os líderes de crescimento. O resultado reforça o alerta para a fragilidade da atividade econômica no estado e os impactos diretos sobre emprego, renda e arrecadação.

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Aldizangela Brito

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