Polícia

Bruno Roberto, ex-namorado de Djidja Cardoso, depõe à polícia

MANAUS (AM) — Bruno Roberto da Silva Lima, 31 anos, ex-namorado da empresária Djidja Cardoso, ex-sinhazinha do Boi Garantido, prestou depoimento na sede do 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP) na tarde desta segunda-feira (3).

Acompanhado de um advogado, Bruno evitou contato com a imprensa. Ele esteve presente no enterro de Djidja no dia 29 de maio e também no dia em que ela foi encontrada morta.

Segundo Cleusimar, mãe de Djidja, em um áudio enviado à irmã, foi Bruno quem percebeu que Djidja estava morta na madrugada de terça-feira (28).

Djidja foi encontrada sem vida na casa onde morava com a mãe e o irmão, Ademar Cardoso, no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) está investigando a morte.

Ao deixar a delegacia, Bruno Roberto não respondeu às perguntas da imprensa, limitando-se a dizer que “não tem nada a declarar”.

Relacionamento

Bruno Roberto e Djidja tiveram um relacionamento conturbado entre 2019 e 2024. Em 2020, Djidja anunciou o término após descobrir traições. No entanto, em 2021, eles reataram, e durante a participação de Djidja em um reality show amazonense, onde ela foi coroada Rainha, Bruno a pediu em casamento ao vivo.

Bruno Roberto, além de noivo, tornou-se coach de emagrecimento de Djidja, exibindo a rotina de treinos e dieta. Djidja compartilhava a transformação de seu corpo, incentivando uma alimentação saudável e exercícios físicos. Bruno também passou a ser o coach da mãe de Djidja, Cleusimar.

O casal se separou novamente em 2023. No entanto, um áudio de Cleusimar revelou que Bruno estava com Djidja no momento em que ela foi encontrada morta. Bruno, visivelmente abalado, esteve presente no velório em 29 de maio, ajudou a carregar o caixão e compartilhou vídeos em homenagem a ela.

Prisão

Um dia após o enterro de Djidja, na quinta-feira (30), a mãe e irmão dela foram presos suspeitos pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas. Durante investigação, a polícia descobriu uma suposta seita religiosa praticada pela família de Djidja.

Além dos familiares, a gerente do salão Belle Femme, Verônica Seixas. A maquiadora Claudiele da Silva, 33 anos, acompanhada do advogado Kevin Telles, se entregou à polícia no mesmo dia. Já o maquiador e cabeleireiro, Marlisson Vasconcelos Dantas, 29 anos, se entregou no 1º DIP na última sexta-feira (31).

Além desses crimes, o grupo deve responder por colocar em risco a saúde ou a vida de terceiros, falsificação, corrupção, adulteração de produtos destinados a fins terapêuticos e medicinais, aborto induzido sem o consentimento da gestante, cárcere privado e constrangimento ilegal. Ademar foi indiciado também pelo crime de estupro.

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Redação - Jirau News

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