(Foto: Divulgação)
(MANAUS) – Com uma frota de veículos que cresceu 119% nos últimos dez anos, um ritmo quatro vezes superior ao aumento populacional, Manaus enfrenta um gargalo de mobilidade que afeta diretamente a produtividade e a saúde do manauara. O resultado é uma capital sobrecarregada, onde o morador perde cada vez mais tempo em deslocamentos. Para a Mosaico Urbanismo, a solução para esse problema passa pela criação de novas centralidades.
O conceito de “centralidade urbana” visa reduzir a dependência de veículos e otimizar o tempo dos moradores. Ao reunir moradia, comércio, lazer e serviços públicos em um só planejamento, o bairro permite que as demandas do dia a dia sejam resolvidas sem que o cidadão precise atravessar a cidade.
”Centralidade é quando uma região deixa de ser apenas um lugar de moradia e passa a concentrar, de forma planejada, tudo o que a pessoa precisa. Isso reduz a pressão sobre as grandes avenidas e melhora a qualidade de vida”, explica José Henrique Lanna, CEO da Mosaico Urbanismo.
Crescimento da mobilidade urbana
Dados do último Censo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) apontam que Manaus ultrapassou a marca de 2 milhões de habitantes, tornando-se a 7ª cidade mais populosa do Brasil.
Com mais de 1 milhão de veículos circulando pelas ruas, segundo o Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), o modelo de expansão desordenada empurra o trânsito para um cenário que afeta diretamente a produtividade e a qualidade de vida do manauara. Para enfrentar este cenário, estratégias de empresas como a Mosaico Urbanismo vão além de abrir novos loteamentos.
O foco está no desenvolvimento de bairros de uso misto, onde residências dividem espaço com áreas comerciais, serviços e equipamentos públicos. Esse modelo permite que o cidadão resolva sua rotina a poucos minutos de casa, reduzindo o fluxo de veículos nas avenidas principais.
Do conceito à realidade
Um exemplo prático dessa visão é o bairro Parque Mosaico, localizado na zona Oeste de Manaus. Localizado na Zona Oeste, o bairro planejado pela Mosaico Urbanismo já conta com mais de 8 mil unidades habitacionais entregues e projeta abrigar cerca de 100 mil moradores em sua fase final, tornando-se uma das principais centralidades urbanas da capital amazonense.
Com uma área de 2,5 milhões de metros quadrados, o bairro foi planejado para integrar milhares de unidades residenciais a uma rede completa de conveniência, garantindo que o desenvolvimento aconteça de forma equilibrada.
Infraestrutura e Serviços Públicos
Diferente de bairros que crescem de forma espontânea, o Parque Mosaico organiza o território antes da ocupação. Além das vias estruturadas, drenagem e segurança privada, o bairro já abriga equipamentos públicos estratégicos, como uma Unidade Básica de Saúde (UBS) Porte 04 e a sede do Implurb.
Também estão em fase de implantação projetos como a Cidade do Autista e o primeiro Hospital Dia de Manaus, além de previsão de creches e escolas.
Para José Henrique Lanna, o diferencial está no desenho urbano. “Um bairro planejado não depende apenas de muros. Ele depende de iluminação, calçadas e uso permanente do espaço. Onde há pessoas circulando em diferentes horários, há mais segurança e vida”, destaca.
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