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Cirurgião explica cirurgia redutora de mamas, uma das mais realizadas no Brasil

MANAUS (AM) – No universo das cirurgias plásticas, a mamoplastia redutora, que repara o crescimento anormal das mamas, é capaz de transformar a vida de muitas mulheres. A estética e o conforto estão associados a essa cirurgia que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), é o quinto procedimento cirúrgico estético mais realizado no País.

Tramita no Congresso Nacional o projeto de lei nº 604/24, que determina a inclusão da gigantomastia na cobertura dos planos de saúde privados para a cirurgia de redução de mama. A hipertrofia reflete o grande aumento das mamas além do padrão convencional. A aprovação desta lei garantirá um acesso mais amplo a tratamentos essenciais para quem sofre com essa condição.

O cirurgião plástico amazonense Renan Gil explica que a mamoplastia redutora tem como objetivo principal remover o excesso de gordura, de tecido glandular e de pele das mamas, proporcionando melhor qualidade de vida para os pacientes. Corrigir a hipertrofia mamária, segundo o médico, significa manter a simetria e ter um número mínimo de complicações.

O especialista lembra a importância de procurar um profissional habilitado para a realização do procedimento cirúrgico, da realização de todos os exames exigidos no pré-operatório, além de um local adequado que dê todo um suporte, caso haja alguma intercorrência.

Cuidados

As técnicas dependem de cada paciente. Uma técnica clássica consagrada por Pitanguy é a redução em formato de T, o famoso T invertido. Uma cicatriz se concentra ao redor da aréola e fica geralmente escondida. A única cicatriz que aparece é a em T invertido, na região inferior da mama, que é a da coluna do T.

“A principal indicação é o desconforto da paciente em relação ao tamanho da sua mama. Se a paciente percebe o tamanho desproporcional e não harmonioso da mama em relação a sua estrutura corporal, o procedimento é indicado”, diz o médico.

A cirurgia não é indicada para pacientes que têm alteração em algum exame pré-operatório.  Se vier alguma alteração, é recomendado que se faça o controle do que há de errado para posteriormente o procedimento ser realizado.

“São realizados exames laboratoriais para averiguar se a paciente tem alguma doença pré-existente, mas se a paciente tiver e a doença estiver controlada, não é uma contraindicação para realizar o procedimento. São feitos também exames de imagem (ultrassonografia de mama e mamografia) para que a cirurgia seja realizada com segurança”, completou Gil.

Homens com excesso de gordura na mama também podem fazer, mas nestes casos, segundo o médico, pode ter um aumento tanto da glândula quanto da gordura na região da mama. Então, é preciso atuar reduzindo essa glândula, e também tirar o excesso de gordura.

“A cicatrização da pele dura de 15 a 30 dias. Por dentro, ainda vai estar em processo de cicatrização. Uma observação sobre a gigantomastia em pacientes mais jovens. Neste caso, como a gente mexe muito na glândula, pode ser que a paciente tenha um pouco de dificuldade para amamentar”,disse.

Pós-operatório

Renan Gil explica que no geral é recomendado o uso de um sutiã mamário. “No caso da cirurgia de mama redutora, como a gente mexe muito na glândula e no tecido mamário, em geral, também ali a parte da gordura, a gente pede que o paciente não movimente os braços além da linha do ombro nos primeiros dias”.

Ainda segundo o especialista, no decorrer do tempo, é observado a movimentação e, aos poucos, vai sendo liberado os movimentos acima da linha do ombro. “Recomendado também repouso absoluto. É fundamental que o paciente tabagista interrompa o uso do cigarro, ao menos um mês antes da cirurgia. E a bebida alcoólica também é contraindicada”, concluiu.

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Redação - Jirau News

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