(Foto: Meta/Alan Santos/PR)
Washington – Em um discurso nesta terça-feira em Washington, durante um encontro com parlamentares republicanos da Câmara dos Representantes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a adotar um tom ofensivo e racista ao se referir a venezuelanos. Enquanto comentava manifestações de cidadãos venezuelanos — tanto na Venezuela quanto em protestos em Nova York após a recente operação militar norte-americana — Trump afirmou em tom depreciativo:
“Venezuela, todo mundo marchando nas ruas, eu amo isso, menos em Nova York. Quer dizer, onde eles encontram essas pessoas? Essas pessoas… Eu não gosto. Essas pessoas são um desastre. Eu sei que não é legal dizer isso, essas pessoas são um desastre. Onde eles encontram essas pessoas? São as pessoas mais feias que eu já vi. Eles parecem… Eles têm chapéus que estão todos desfiados e todos eles se parecem. Todos eles são pagos. Eles nem sabem o que estão falando.”
Essa declaração chocante expõe mais uma vez um padrão de discurso que não apenas desumaniza imigrantes e cidadãos estrangeiros, mas também normaliza a estigmatização baseada em aparência física e nacionalidade. Em um contexto geopolítico já explosivo — com os Estados Unidos realizando uma operação militar na Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua transferência para Nova York para responder a acusações federais — comentários assim servem para inflamar tensões e legitimar preconceitos, em vez de contribuir para qualquer tipo de diplomacia responsável ou reflexão crítica sobre a própria ação militar.
Especialistas em relações internacionais e direitos humanos enfatizam que líderes políticos têm responsabilidade não só pelo conteúdo de suas políticas, mas também pelo tom de suas palavras. Ao classificar toda uma população com insultos generalizados e humilhantes, Trump não só desrespeita os venezuelanos como alimenta discursos discriminatórios dentro e fora dos Estados Unidos, num momento em que a região enfrenta profundas incertezas após a intervenção norte-americana.
Além de ser eticamente repreensível, tal retórica pode ter efeitos concretos no tratamento de imigrantes venezuelanos nos EUA, no comportamento de setores políticos e sociais e até mesmo no ambiente diplomático hemisférico, minando a possibilidade de diálogo e cooperação entre países.
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