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Presidente da Aleam diz que deputado pode sair do plenário para “tomar cafezinho”

O presidente também rejeitou novamente a interpretação de que houve uma articulação para impedir as votações.

Foto: Reprodução

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Adjuto Afonso (União Brasil), negou que a falta de quórum registrada durante uma votação na Casa tenha sido resultado de um boicote de parlamentares.

A declaração ocorre após o deputado Carlinhos Bessa (União Brasil) afirmar, durante a sessão, que alguns colegas estariam no café da Assembleia e teriam se recusado a retornar ao plenário para participar da votação.

Segundo Adjuto Afonso, não é possível afirmar que os parlamentares tenham deixado o plenário de forma proposital para impedir a votação. Para que uma matéria seja deliberada, são necessários pelo menos 13 deputados em plenário.

“Alguns deputados saíram. Não sei se foi proposital ou se tinham algum outro a fazer. Não quero dizer que isso foi boicote”.

O presidente também disse que os parlamentares podem deixar o plenário para atender lideranças políticas nos gabinetes ou para analisar matérias que ainda não conheçam suficientemente, especialmente quando são incluídas em regime de urgência.

“Tomar cafezinho”

Questionado sobre a possibilidade de alguma medida contra os deputados que não participaram da votação, Adjuto afirmou que não pretende tomar nenhuma providência.

Para o presidente da Aleam, o parlamentar tem autonomia para decidir se permanece ou não no plenário.

“O deputado é autônomo, como ele é, a cabeça dele é que diz lá. Hoje eu vou participar, hoje eu não vou”, afirmou.

Na sequência, ao explicar que o deputado pode escolher deixar a sessão para analisar melhor uma matéria, Adjuto citou inclusive a possibilidade de o parlamentar sair para tomar café.

“Ele pode dizer, ou sai do plenário, ou vai tomar cafezinho”, declarou.

Votação será retomada

Com a ausência de deputados suficientes no plenário, a sessão foi encerrada antes da deliberação das matérias que estavam na pauta.

Adjuto afirmou que os projetos voltarão a ser analisados em uma próxima sessão. Ele destacou ainda que as matérias não eram exclusivamente do Executivo e incluíam propostas de deputados e de outros poderes.

O presidente também rejeitou novamente a interpretação de que houve uma articulação para impedir as votações.

“Não vejo de nenhuma forma boicote, nem que a gente tenha que tomar qualquer tipo de atitude”, concluiu.

Jirau News

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