Soares é investigado por tráfico de drogas e, segundo informações divulgadas sobre a operação, vinha sendo investigado havia cerca de dois anos. Ele também se apresentava publicamente nas redes sociais como coordenador da campanha de Maria do Carmo, embora a candidata negue que ele tenha exercido oficialmente essa função.
Durante coletiva, Maria afirmou que confia nas instituições responsáveis pela investigação, mas questionou a forma como o material eleitoral foi apresentado junto à apreensão. Ela disse não admitir que sua imagem seja associada ao crime e cobrou uma apuração sobre a origem do material.
“Não vou permitir, não vou admitir ou tolerar que, por questões políticas e eleitorais, tentem me colocar na mesma categoria de criminosos”, afirmou.
A candidata também direcionou a cobrança ao governo estadual. Ao comentar a estrutura de segurança responsável pela operação, afirmou que Roberto Cidade, atual governador e candidato à reeleição, é quem está à frente do Estado e questionou a condução da divulgação do caso.
Maria disse ainda que pretende saber quem colocou o material de campanha no local e por que ele foi exposto durante a apresentação da operação.
A defesa apresentou uma notícia-crime ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM) pedindo a apuração do episódio. Entre as medidas solicitadas estão a preservação de imagens e registros audiovisuais, identificação da origem do material, tomada de depoimentos e análise da cadeia de custódia.
O advogado Sérgio Bringel afirmou que não existe, segundo a defesa, elemento formal que vincule Rodrigo Soares à coordenação oficial da campanha.
A Polícia Civil, por sua vez, apresentou a apreensão como resultado de uma investigação sobre tráfico de drogas. Informações divulgadas sobre o caso apontam que o material eleitoral foi localizado no imóvel relacionado ao investigado, mas não há informação oficial, até o momento, de que Maria do Carmo seja investigada ou acusada de participação no tráfico.