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Manaus

Alimentos com validade adulterada são apreendidos em Manaus

Segundo a polícia, a validade original dos produtos eram tiradas e em seguida adulteradas para revenda (Foto: Secom)
Segundo a polícia, a validade original dos produtos eram tiradas e em seguida adulteradas para revenda (Foto: Secom)

MANAUS (AM) — Cerca de quatro toneladas de alimentos vencidos foram apreendidas nesta quinta-feira (13) no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus. Os produtos estavam sendo adulterados para revenda quando a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e o Instituto de Defesa do Consumidor do Amazonas (Procon-AM) intervieram. Um homem de 19 anos foi preso durante a operação.

A ação começou com uma denúncia recebida pelos policiais do 1º Batalhão de Choque (BPChoque). Um cidadão abordou a equipe na avenida Torquato Tapajós e informou que uma casa na rua Santo Antônio, no Tarumã, era usada por suspeitos de roubar motoristas de aplicativo.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o suspeito de 19 anos em frente à residência com um carro carregado de produtos. Ele alegou que o veículo não era dele e que estava apenas reparando o material. Ao entrar na casa, os policiais encontraram uma grande quantidade de alimentos mal armazenados e com prazos de validade adulterados.

Os policiais acionaram os fiscais do Procon-AM, que identificaram e descartaram os produtos, que incluíam leite, café, óleo, biscoitos, energéticos, ketchup, e legumes em conserva. Segundo o subtenente PM L Júnior, a adulteração representava um grande risco à saúde dos consumidores.

Jalil Fraxe, diretor-presidente do Procon-AM, frisou que adulterar a validade dos alimentos é uma grave infração aos direitos do consumidor e pode causar sérios problemas de saúde. Ele afirmou que o Procon-AM irá aplicar sanções administrativas e que a polícia investigará o caso criminalmente.

O chefe de fiscalização do Procon-AM, Pedro Malta, explicou que os responsáveis usavam solvente para remover a validade original e uma máquina para carimbar novas datas. Os alimentos adulterados eram então reintroduzidos no mercado.

Os produtos apreendidos foram levados para o 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP) para pesagem e descarte. O suspeito detido alegou não ser o proprietário dos materiais, apenas o vigia designado para cuidar deles. Ele não forneceu informações sobre o dono dos produtos.

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