MANAUS (AM) – Apenas três candidatos a prefeito de Manaus aceitaram participar do debate organizado pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom/Sindical), nesse sábado (31): Gilberto Vasconcelos (PSTU), Marcelo Ramos (PT) e Wilker Barreto (Mobiliza) compareceram ao debate realizado no salão paroquial da Igreja Santa Clara, conjunto Américo Medeiros, zona Norte de Manaus.
Faltaram ao debate os candidatos David Almeida (Avante), Amom Mandel (Cidadania), Roberto Cidade (UB) e Alberto Neto (PL). Segundo a coordenação do sindicato, todos os candidatos foram convidados. Dos faltosos, apenas David Almeida e Amom Mandel responderam ao convite informando que não participariam do debate. A campanha de Roberto Cidade disse que iria responder, mas não voltou a entrar em contato. Já a de Alberto Neto alegou que havia um conflito de agenda.
A campanha do atual prefeito David Almeida, candidato à reeleição, disse que o prefeito está com “agenda lotada de reuniões e eventos até metade de setembro até setembro”.
A equipe do deputado federal Amom Mandel disse que o candidato não estaria em Manaus nesse sábado e não poderia participar do debate.
A não participação dos candidatos foi lamentada pelos organizadores do debate e pelos candidatos que estiveram presentes. O coordenador jurídico da Asprom/Sindical, Lambert William, disse que a ausência demonstra a falta de comprometimento com a educação municipal.
“Os candidatos que estão aqui valorizando a categoria e o magistério, porque muitos falam que esta é a profissão mais importante de uma sociedade, mas pouquíssimos demonstram isso, na prática, com a devida valorização”, disse Lambert.
Segundo o coordenador. Todos os candidatos foram convidados. “Esperávamos que todos estivessem aqui. Ao nosso ver, esses candidatos que não vieram aqui, que não aceitaram o convite, deram uma demonstração muito clara, não só para a categoria, mas para a sociedade manauara, que eles não valorizam a educação pública e que eles não respeitam o magistério. Isso diz muito sobre eles. É importante que quem está assistindo faça essa avaliação”, disse.
Propostas
Gilberto Vasconcelos, professor concursado da Secretária Municipal de Educação (Semed), disse que existe uma situação “ridícula” na educação municipal, pois como não há vagas nas creches e os pais precisam participar de sorteio para conseguir vagas.
“O acesso à educação vem sendo reduzido. Não existem creches para as famílias deixarem os seus filhos, não existe pré-escola suficientes. Não há vagas, e quando tem, chega a situação ridícula do prefeito propor sorteio para ver quem é que vai ter direito à vaga”, disse Gilberto.
Marcelo Ramos afirmou que vai dobrar o número de vagas em creches e reajustar o salário dos professores no PIB e fazer a reposição salarial de acordo com a inflação. “Nós vamos estabelecer uma mesa de negociação para a revisão do plano de cargo e carreiras para a categoria do magistério de Manaus. Paralelo a isso, nos temos que discutir política de formação continuada, melhoria da qualidade do espaço escolar e permanência do aluno na sala de aula”, defendeu Ramos.
Wilker Barreto propôs o fim do apadrinhamento político nas escolas com eleição para diretores escolares para acabar com o “curral eleitoral” e equilíbrio nos gastos da prefeitura. “Manaus, que já teve o quinto maior PIB [Produto Interno Bruto] nacional, está com as finanças em frangalhos”, disse.
Ao final do debate, a Asprom/Sindical assumiu o compromisso de que realizará um novo debate com os candidatos que estiveram presentes, caso consigam ir para o segundo turno da eleição.
Os candidatos presentes se comprometeram em analisar a Carta Compromisso da Entidade Sindical, com as propostas que o Sindicato gostaria que os candidatos colocassem em prática, caso sejam eleitos e assinaram o documento.
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