Economia

CMN amplia Crédito e corta Juros para cadeias de Fertilizantes e Minerais Críticos

Brasil – O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em reunião extraordinária realizada nesta quinta-feira (27), um pacote de flexibilização de crédito voltado para blindar setores estratégicos da economia nacional. As medidas afetam diretamente as regras do Plano Brasil Soberano, ampliando o acesso a recursos para a cadeia produtiva de fertilizantes e reduzindo drasticamente os encargos financeiros cobrados de projetos ligados a minerais críticos.

Uma das principais mudanças aprovadas pelo colegiado é a liberação de linhas de capital de giro para as empresas que fabricam adubos e fertilizantes, produzem intermediários ou extraem minerais essenciais para o setor. Até então, o financiamento emergencial era engessado, restrito apenas a investimentos e à compra de bens de capital. A alteração atende a um apelo antigo da dinâmica financeira do agronegócio, permitindo que as empresas tenham fôlego em caixa para pagar insumos importados antes mesmo de receberem o pagamento pelas vendas aos produtores rurais.

O pacote também traz um forte incentivo para as indústrias tecnológicas da cadeia de minerais críticos. O CMN derrubou a taxa de juros para financiamentos de investimentos e bens de capital no setor, fixando os encargos em 3% ao ano. Anteriormente, essas taxas flutuavam entre 6,5% e 8%. A redução tem um alvo claro: estimular que as etapas de beneficiamento, refino e transformação desses minérios ocorram dentro do território brasileiro, agregando valor à indústria nacional.

Além de reajustar as taxas e as modalidades de crédito, a resolução estendeu o prazo de adesão ao programa. As empresas terão agora mais 12 meses, até 31 de dezembro de 2027, para protocolar seus pedidos de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As companhias aptas a acessar os recursos continuarão sendo definidas por meio de critérios interministeriais estabelecidos pela Fazenda e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Segundo o governo, a flexibilização é uma resposta direta à recente onda de aumento de tarifas norte-americanas e às turbulências do comércio internacional, buscando preservar a atividade econômica, o emprego e a renda no Brasil. O atual desenho do CMN, órgão máximo de formulação da política monetária do país, é conduzido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e conta com a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Vitor Araújo

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