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Amazonas

Entre 2022 e 2023, Amazonas teve 1.988 estupros de crianças e adolescentes

(Foto: Ruan Pablo Serrano/Pexils)

MANAUS (AM) – O Amazonas teve disparada nos casos de estupro de crianças e adolescentes entre 2021 e 2022, quando o aumento de 134,6%, com uma taxa que mais do que dobrou, passando de 22,2 para 52,2 casos por 100 mil habitantes.

Conforme o relatório “Panorama da violência letal e sexual contra crianças e adolescentes no Brasil” do Fundo das Nações Unidas para a Infância e Adolescência (Unicef), divulgado nessa terça-feira (13). Entre 2021 e 2023, o Amazonas registrou 1.988 casos de estupro de crianças e adolescentes de 0 a 19 anos.

Os dados não puderam ser comparados com a edição anterior, pois segundo a entidade, os estados da Bahia e de Rondônia não constavam a idade simples da vítima do fato, de modo que não puderam ser integralizados na análise nacional. Além disso, os estados do Amazonas, Amapá, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Tocantins apresentaram interrupções na série histórica, o que também impôs limitações às análises nacionalizadas.

Brasil registra 164,2 mil estupros de crianças e adolescentes em 3 anos. O quadro geral confirma a alta prevalência dos estupros na faixa entre 10 e 14 anos, com uma taxa que chegou a 224,4 em 2023 no Brasil.

(…) Informação não disponível.
(1) Taxa por 100 mil habitantes na faixa etária 0 a 19 anos.
(2) As taxas populacionais dos três anos foram calculadas com base na população indicada pelo Censo 2022.
(3) Desconsideram-se as vítimas da Bahia do ano de 2022 para o cálculo da variação nacional 2021-2022.
Fonte: Secretarias Estaduais de Segurança Pública e/ou Defesa Social; Censo 2022- IBGE; Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

“Em relação à base dos crimes de estupro, as lacunas eram ainda maiores, de modo que apenas 15
UFs puderam ser consideradas naquele momento”, diz o relatório.

Rondônia, por sua vez, apresentou um alto patamar de violência sexual em 2023, com taxa de 234,2 e
crescimento de 45,8% em relação ao ano anterior, assim como Santa Catarina, onde houve aumento de
68,2% no último ano, com taxa de 192,9 em 2023.

Entre os estados com menores taxas, destaca-se a Paraíba, com uma taxa que se mantém entre 31,5 (2021) e 38,1 (2023) casos por 100 mil habitantes.

O Mato Grosso do Sul se destaca, com valores muito acima da média para vítimas dessa faixa etária, que vão de, 485 casos por 100 mil habitantes entre 10 e 14 anos, em 2021, para 532,6 em 2023. O mesmo para Roraima em 2023, em que, também na faixa de 10 a 14 anos, a taxa foi de 494,7.

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