Manaus – A falta de suplementos nutricionais na Central de Medicamentos do Amazonas (Cema) tem afetado pacientes em todo o estado, especialmente idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade que dependem desses insumos para tratamento contínuo. Entre os produtos em falta estão suplementos hipercalóricos e hiperproteicos, tanto na forma líquida quanto em pó, indicados para casos de desnutrição, perda de peso acentuada e dificuldades de alimentação.
A escassez tem gerado dificuldades para inúmeros pacientes que necessitam da suplementação para manter o estado de saúde, agravando quadros clínicos e aumentando o risco de complicações.
Um dos casos é o da idosa F.C. dos S., de 86 anos, moradora de Anori, no interior do estado. Diagnosticada com desnutrição, sarcopenia e dificuldade de deglutição, ela precisa de suplemento alimentar específico para recuperação nutricional, conforme prescrição da rede municipal de saúde.
De acordo com documentos médicos, a paciente apresenta ainda quadro senil, com perda acentuada de apetite e peso, sendo a suplementação essencial para sua sobrevivência e qualidade de vida.
No entanto, a família relata que não consegue acesso ao produto na Cema. “A receita está vencendo e não conseguimos o produto que ela necessita.”, afirmou um neto da idosa, que preferiu não se identificar.
A prescrição tem validade de 60 dias, o que aumenta a preocupação dos familiares diante da possibilidade de interrupção total do tratamento. Sem o suplemento, há risco real de agravamento do estado de saúde da paciente.
A situação evidencia a fragilidade no abastecimento de insumos essenciais na rede pública estadual, impactando diretamente pacientes que dependem de terapias nutricionais contínuas. Até o momento, não há previsão para a regularização dos produtos na Cema.
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