MANAUS (AM) — O Ibama lançou nesta sexta-feira (14) uma nova fase da campanha “Não tire as penas da vida”, visando conscientizar sobre a preservação dos animais silvestres antes do Festival Folclórico de Parintins, programado para os dias 28, 29 e 30 de junho.
A iniciativa, que completa 22 anos, foca especialmente na proteção de espécies como papagaios, araras, gaviões e garças, frequentemente ameaçadas pelo comércio ilegal de seus produtos e subprodutos, como cocares e artesanatos.
O objetivo é prevenir e combater o comércio ilegal de trabalhos artesanais produzidos com produtos e subprodutos da fauna nativa, tais como brincos, tiaras e cocares, um dos fatores que ameaça a sobrevivência de várias espécies, particularmente as aves.
O superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Amazonas, Joel Bentes Araújo, aconselha a não comprar produtos feitos com partes de animais silvestres e tomar medidas para evitar caça e tráfico de animais.
“Estamos atuando com muito rigor contra o turismo que adota práticas ilegais com a utilização da fauna, como a caça e o tráfico de animais silvestres.”, alertou.
“Estamos investindo na conscientização das pessoas.”, diz o superintendente Joel Araújo. “Queremos tocar as pessoas, expondo, sem dissimular, essa realidade triste, que é provocada pelo uso partes de animais silvestres na confecção de artesanatos.”.
A campanha será amplamente divulgada por meio de mídias tradicionais e digitais, incluindo TV, rádio, mídia impressa, redes sociais e outros canais online, buscando sensibilizar tanto residentes quanto turistas sobre os impactos negativos dessas práticas.
Além da conscientização durante o festival de Parintins, o Ibama e seus parceiros estenderão suas ações educativas para outros eventos de grande público no estado do Amazonas e ao nível nacional, promovendo o turismo sustentável como uma alternativa viável para preservar a vida selvagem.
A campanha “Não tire as penas da vida” nasceu em 2002 para combater o uso de penas de aves silvestres na confecção de adornos, iniciativa que se expandiu para incluir educação ambiental em escolas e outras instituições ao longo dos anos.
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