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Brasil

MPF pressiona Ibama por explicações sobre novos poços da Petrobras na Foz do Amazonas

Órgão federal alerta que a perfuração de áreas não previstas na licença original pode violar normas e ignorar o impacto ambiental cumulativo na Margem Equatorial

MPF pressiona Ibama por explicações sobre novos poços da Petrobras na Foz do Amazonas
MPF pressiona Ibama por explicações sobre novos poços da Petrobras na Foz do Amazonas

Brasil – A expansão da fronteira petroleira no Norte do país voltou a ser alvo de um intenso escrutínio institucional. O Ministério Público Federal (MPF) acionou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para exigir explicações detalhadas sobre os recentes pedidos da Petrobras. A estatal busca autorização para perfurar três novos poços exploratórios e realizar operações marítimas adicionais na Bacia da Foz do Amazonas. O movimento acendeu um alerta imediato nos procuradores, uma vez que essas atividades não estão contempladas na licença de operação já concedida à empresa, levantando severos questionamentos sobre os ritos de aprovação que estão sendo adotados pelo órgão ambiental.

Em um comunicado incisivo divulgado nesta segunda-feira (17), o MPF advertiu que a liberação dessas novas perfurações por meio de simples alterações de condicionantes ou autorizações complementares seria um atalho perigoso. Para os procuradores, aprovar as medidas sem um novo e rigoroso processo de avaliação pode contrariar frontalmente as normas de proteção e negligenciar os impactos cumulativos que a exploração contínua causa no bioma. Além disso, o órgão destacou que uma ampliação repentina das operações entraria em conflito direto com os dados técnicos e as garantias de segurança que foram apresentados à Justiça e à sociedade civil durante as fases iniciais do licenciamento.

Diante do impasse jurídico e ambiental, o Ministério Público exige total transparência nos trâmites. Os procuradores querem saber, de forma especificada, quais foram as solicitações exatas da Petrobras, quais estudos de impacto estão embasando os pedidos e qual será a metodologia do Ibama para avaliar as novas intervenções no oceano. O embate reflete a tensão permanente em torno da chamada Margem Equatorial, uma área vista como o grande trunfo futuro do setor energético brasileiro e internacional, mas que abriga ecossistemas marinhos de extrema sensibilidade. Agora, cabe ao Ibama apresentar as justificativas técnicas exigidas para esclarecer a viabilidade e a legalidade da expansão na região.

Jirau News

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