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Polícia

No AM, suspeito de transmitir HIV a crianças por estupro é preso em casa de pastor

(Foto: Divulgação/PC-AM)

MANAUS (AM) – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu nesta quinta-feira (13) Victor Igor dos Santos, 21 anos, suspeito de transmitir o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) a crianças e adolescentes por meio de estupro. Victor Igor, que era considerado foragido desde segunda-feira (10) é alvo de investigação da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) na “Operação Carimbadores”.

Segundo a PC-AM, Victor Igor estava escondido na casa de um pastor no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus, quando foi localizado e preso. O religioso vai responder pelo crime de favorecimento pessoal, por esconder uma pessoa foragida da Justiça.

Victor já havia sido preso no dia 10 de maio, com outro suspeito, Rodrigo Wenderson Nunes dos Santos, de 31 anos, mas foram soltos após a Polícia Civil deixar vencer o prazo para o fim da prisão. Um novo pedido de detenção preventiva foi apresentado no dia seguinte e Rodrigo Wenderson se entregou durante a madrugada.

Na época da primeira prisão, a então delegada da Depca, Joyce Coelho disse que as investigações em torno do caso iniciaram há cerca de dois anos, quando uma pessoa fez denúncia de forma anônima, informando que uma assistência técnica em Manaus havia tido acesso a um aparelho celular contendo mensagens de cunho pornográfico infantil.

“O denunciante teve acesso a diálogos entre dois homens que discutiam sobre os supostos estupros e também sobre serem pessoas vivendo com o HIV. Dessa forma, eles intencionalmente cometiam esses abusos com o objetivo de transmitir o vírus”, explicou a delegada.

A investigação não foi concluída, tendo em vista que a polícia não conseguiu apreender o aparelho celular e só teve acesso às capturas de tela feitas pelo denunciante. No entanto, em dezembro de 2023, foram iniciadas novas diligências após ato requisitório do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) com informações recebidas por meio da Polícia Federal (PF).

“Intensificamos as investigações e, após alguns pedidos de quebras telemáticas, conseguimos identificar os interlocutores das conversas e representamos à Justiça pelas prisões temporárias deles, bem como pelo mandado de busca e apreensão”, disse Joyce Coelho.

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