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No Jornal Nacional, Lula afirma que ‘Lulinha’ não terá proteção da presidência em investigações

Brasil – Quarto presidenciável a participar da rodada de sabatinas do Jornal Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu, nesta quinta-feira (27), que não interferirá para blindar o filho Fabio Luis Lula da Silva, o “Lulinha”, alvo de investigações da Polícia Federal. Durante a entrevista conduzida por Renata Vasconcellos e César Tralli, o petista enfatizou que, se qualquer irregularidade for comprovada, seu filho responderá perante a Justiça como qualquer cidadão brasileiro. Lula classificou as suspeitas levantadas até o momento como “ilações” extraídas de conversas telefônicas, criticou o vazamento de dados sigilosos e assegurou que confia na inocência do empresário.

Os questionamentos no estúdio abordaram diretamente os três inquéritos em curso na PF que apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência em órgãos do governo federal. As apurações avaliam se Fabio Luis atuou para favorecer negócios com o Ministério da Saúde ao lado do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, investigado na Operação Sem Desconto por fraudes em benefícios previdenciários. Confrontado sobre mensagens encontradas no celular da lobista Roberta Luchsinger, Lula negou qualquer contato ou proximidade com ela, rejeitou especulações sobre ofertas de cargos e reiterou que não há registros de desvio de recursos públicos envolvendo seu filho.

A sabatina também colocou em foco a conduta do ex-chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Ribeiro, o “Marcola”, que admitiu ter contraído um empréstimo de R$ 249 mil com a lobista investigada. O presidente reconheceu que a atitude do ex-assessor foi um erro e admitiu que o episódio gera suspeitas em torno do governo, mas ressaltou que manterá a cautela até a conclusão formal das investigações e eventuais acareações judiciais. Lula traçou um paralelo com os processos que enfrentou no passado para criticar o que chamou de “pirotecnia acusatória” antes do encerramento dos relatórios policiais.

Ao defender a atuação de sua gestão no combate às irregularidades nos benefícios do INSS, o mandatário declarou que o governo federal atuou com rigor para estancar o esquema criminoso, que, segundo ele, foi estruturado em 2019. O petista destacou que a operação resultou em prisões, apreensão de bens e na restituição de R$ 3,5 bilhões a aposentados e pensionistas lesados pelos descontos indevidos. A série de entrevistas com os candidatos ao Planalto segue nesta sexta-feira (28) com a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL), encerrando no sábado (29) com o médico e escritor Augusto Cury (Avante).

Vitor Araújo

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