Cultura

‘Ocupe a Casa’ fortalece agenda cultural de 2026 em Manaus

MANAUS – O Ponto de Cultura Casa Coletiva de Manaus promoveu, nesse domingo (1º), o evento “Ocupe a Casa”, no bairro Novo Aleixo, zona Norte de Manaus. A atividade reuniu agentes culturais, lideranças comunitárias e moradores em uma programação que incluiu café da manhã coletivo, roda de escuta, avaliação das atividades de 2025 e planejamento das ações para 2026.

O encontro teve como objetivo fortalecer vínculos, construir ações de forma participativa e consolidar o espaço como referência cultural no território. A gestão da Casa é compartilhada por Michelle Andrews, Ekedji Carla de Oyá, do Instituto Eruexim, Regina de Benguela, Izeth Cunha e Jone Moura.

Avaliação e novas perspectivas

De acordo com Jone Moura, o evento marcou um momento estratégico para o coletivo. “Hoje aconteceu o Ocupe a Casa Coletiva, um evento que reuniu diversos agentes culturais da comunidade do Novo Aleixo. Fizemos uma avaliação e apresentação dos resultados de 2025, ano em que a Casa se consolidou como ponto cultural, e também o planejamento das ações de 2026”, afirmou.

Jone Moura

Segundo ele, a nova agenda prevê atividades em diversas linguagens, como hip-hop, literatura e artesanato, envolvendo artistas, produtores culturais e profissionais de diferentes áreas.

Cultura em rede e ocupação dos territórios Ekedji Carla de Oyá, que integra a gestão compartilhada, avaliou a atividade como uma roda de diálogo potente, voltada ao fortalecimento em rede.

“A Casa Coletiva trabalha com o objetivo de potencializar os territórios, porque cultura se faz dentro dos territórios. Esse momento de planejamento é fundamental para unir coletivos e fortalecer as atividades uns dos outros”, destacou.

Ekedji Carla de Oyá

Ela enfatizou ainda a importância da ocupação simbólica e prática dos espaços: “Fortes e unidos, ocuparemos todos os lugares onde dizem que não devemos estar”.

Esperança e protagonismo comunitário

Michelle Andrews afirmou que saiu esperançosa do encontro, especialmente pelo foco na Zona Norte. “Fiquei muito esperançosa com essa ocupação do próprio bairro, com a atenção voltada para identificar os pontos e agentes culturais daqui. Quando chamamos para formar o núcleo comunitário da nossa zona, surgiram oficinas, palestras, formações internas e seminários”, disse.

Para ela, o engajamento demonstra que a cultura é instrumento de conexão e transformação social. “As pessoas querem fazer, têm disponibilidade para assumir suas ações. Isso reafirma que a cultura conecta as pessoas”, concluiu.

Agenda 2026

A programação de 2026 será construída de forma colaborativa e deverá incluir oficinas, formações, rodas de diálogo, seminários e atividades artísticas diversas, consolidando a Casa Coletiva como espaço de articulação cultural na zona Norte de Manaus.

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Aldizangela Brito

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