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Amazonas

Na fronteira com Venezuela e Colômbia, AM fica em alerta após invasão e ameaças

Outro foco de tensão envolve a Colômbia, que também mantém uma longa fronteira extensa com o estado brasileiro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Manaus – O Amazonas ocupa posição estratégica no mapa geopolítico da América do Sul ao fazer fronteira direta com países citados em recentes ameaças de intervenção militar dos Estados Unidos. A escalada de tensões envolvendo Venezuela e Colômbia reacende o alerta sobre a extensa faixa de fronteira amazônica brasileira.

A Venezuela, localizada no Norte da América do Sul, faz divisa terrestre com o Brasil por cerca de 2,2 mil quilômetros, atravessando os estados do Amazonas (885 km) e Roraima (1.314 km). O país é conhecido pelo litoral turístico e, principalmente, pela grande produção de petróleo, já que concentra uma das maiores reservas mundiais do recurso. O cenário se agravou após o presidente venezuelano Nicolás Maduro ter sido sequestrado e levado aos Estados Unidos na madrugada de sábado (3), segundo informações divulgadas.

Outro foco de tensão envolve a Colômbia, que também mantém uma longa fronteira com o Amazonas, de aproximadamente 1.644 quilômetros. No domingo (4), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou lançar uma operação militar contra o país. A reação do presidente colombiano, Gustavo Petro, foi imediata.

“Embora eu não tenha sido militar, conheço a guerra e a clandestinidade. Jurei não empunhar mais uma arma desde o Pacto de Paz de 1989, mas pela Pátria pegarei novamente em armas, ainda que não queira”, declarou Petro, em publicação na rede social X. O presidente integrou o movimento guerrilheiro M-19 nos anos 1980.

Além da Venezuela e da Colômbia, o Peru — que não foi citado diretamente nas ameaças recentes — também divide extensa fronteira com o Brasil: são 1.430 km com o Amazonas e 1.565 km com o Acre, reforçando a complexidade da segurança regional na Amazônia.

Especialistas apontam que qualquer instabilidade nesses países tem impacto direto sobre o Amazonas, seja no fluxo migratório, na segurança de fronteira ou na economia local. A região, marcada por rios extensos e áreas de difícil acesso, torna-se ainda mais sensível diante de discursos e ações militares envolvendo potências estrangeiras.

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