MANAUS – O Amazonas também está em estado de atenção diante do avanço de um novo ciclone que atua no Sul do continente e impulsiona uma frente fria capaz de provocar chuvas fortes, ventos intensos e instabilidade atmosférica em várias regiões do Brasil.
O INMET emitiu aviso de chuvas intensas com grau de severidade “Perigo”, válido entre quinta-feira (15) e sexta-feira (16), com previsão de chuva entre 30 e 60 mm por hora ou até 100 mm por dia, além de ventos que podem chegar a 100 km/h.
Embora o núcleo do ciclone atue com mais força no Sul e Sudeste, o Amazonas pode sentir efeitos indiretos do sistema, como aumento da umidade, pancadas de chuva forte, rajadas de vento e risco de alagamentos, especialmente em áreas urbanas e ribeirinhas.
Impactos esperados no Amazonas
Segundo meteorologistas, a mudança no padrão atmosférico favorece:
Chuvas intensas em curto período
Elevação rápida de igarapés e áreas alagáveis
Queda de galhos e árvores
Falhas pontuais no fornecimento de energia
Risco de descargas elétricas
A Defesa Civil orienta atenção redobrada em Manaus e municípios do interior, onde alagamentos costumam ocorrer com rapidez durante eventos de chuva intensa.
Ciclone atinge ao menos 8 estados
De acordo com o Meteored, o ciclone deve provocar tempestades severas principalmente a partir de sexta-feira (16), atingindo o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.
No Sul, os acumulados podem ultrapassar 100 mm, especialmente em Santa Catarina. No sábado (17), o sistema perde força gradualmente, mas ainda mantém chuvas em parte do país.
O INMET alerta para alagamentos, queda de árvores, fortes de energia elétrica, raios, descargas elétricas e transtornos no trânsito.
Em caso de chuva forte ou ventos intensos, não se abrigue debaixo de árvores, evite áreas alagadas, desligue aparelhos elétricos, se possível e não estacione próximo a torres ou placas. Ligue para Defesa Civil: 199 e Corpo de Bombeiros: 193.
As autoridades reforçam que os alertas devem ser levados a sério, pois eventos extremos têm se tornado mais frequentes.
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