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Amazonas

Em Tabatinga, caseiro é condenado por matar adolescente que tirava rambutã

Testemunha sendo ouvido durante julgamento. O caseiro, que está foragido, foi condenado a 28 anos de prisão (Foto: Divulgação/TJAM)
Testemunha sendo ouvido durante julgamento. O caseiro, que está foragido, foi condenado a 28 anos de prisão (Foto: Divulgação/TJAM)

MANAUS (AM) — O caseiro Willian Murayari Armas, natural da Colômbia, foi condenado a 28 anos e oito meses de prisão pela morte de Alexandre Gama Lopes, de13 anos, e por tentativas de homicídio contra dois outros adolescentes, um de 15 e outro de 13 anos.

O julgamento ocorreu no dia 24 de junho sob a presidência do juiz de direito titular da 1.ª Vara da Comarca de Tabatinga, Edson Rosas Neto, sendo divulgado nesta segunda-feira (8).

Já o crime ocorreu em 21 de janeiro de 2020, quando os adolescentes retornavam de um banho no Igarapé Urumutum e decidiram parar em um sítio para colher rambutã, uma fruta local. Ao escalarem o muro da propriedade, foram surpreendidos por Willian, caseiro do local, que disparou um tiro, atingindo Alexandre pelas costas.

Mesmo ferido, Vitor conseguiu fugir. Conforme narra a denúncia formulada pelo Ministério Público, Lucas Felipe, que estava no terreno, foi dominado e colocado de joelhos por William. Desesperado, implorou para não ser morto, e só não foi atingido por um tiro porque a arma de William falhou.

Nesse momento, o menino conseguiu escalar de volta o muro e fugir pelo mato, enquanto o réu voltou a atirar em na direção dele.

Após ouvir testemunhas e os debates em plenário, os jurados do Conselho de Sentença condenaram Willian por homicídio qualificado, motivado por motivo fútil, contra Alexandre Gama Lopes, e por duas tentativas de homicídio qualificado contra os outros dois adolescentes.

Willian Murayari Armas, que segundo a sentença condenatória assumiu autoria do crime na fase extrajudicial, encontrou-se foragido, sendo julgado à revelia. O juiz Edson Rosas Neto decretou a prisão preventiva do sentenciado, determinando a inclusão do referido mandado no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP).

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