SÃO PAULO (SP) – Todas as vítimas do voo 2283 da Voepass, que caiu na última sexta-feira, 9, morreram de politraumatismo e instantaneamente, segundo Vladmir Alves dos Reis, diretor do Instituto Médico Legal (IML).
Conforme a necropsia feita pela Polícia Técnico-Científica de São Paulo, as vítimas morreram devido aos múltiplos traumas causados pelo impacto da queda do avião, que despencou de 4.000 metros. Vladmir Alves explicou que as queimaduras que carbonizaram alguns dos corpos ocorreram após o impacto inicial.
Até o momento, 27 corpos foram identificados, com 12 deles já entregues às famílias e outros 3 aguardando liberação. A identificação foi realizada por impressões digitais e pela análise da arcada dentária. Entretanto, para os corpos que não puderam ser identificados por esses métodos, será necessário realizar exames de DNA, o que deve tornar o processo mais lento.
Reis garantiu que a liberação dos corpos só acontecerá após a confirmação completa da identidade, destacando a importância da precisão nesse processo.
O que é politraumatismo
Segundo a Sociedade do Trauma Ortopédico, o politraumatismo é caracterizado por múltiplas lesões causadas ao corpo por forças externas, de natureza física ou química. É o caso de impactos em alta velocidade e queimaduras.
De acordo com a entidade, para que um paciente seja considerado politraumatizado, é necessário que haja duas ou mais lesões graves em pelo menos dois sistemas do corpo, com consequências fisiológicas em uma ou mais partes do corpo.
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