MANAUS (AM) — Morreu neste domingo (19), aos 92 anos, João Baptista Belinaso Neto, conhecido como Léo Batista. Locutor, dublador e apresentador, ele foi uma das vozes mais marcantes do jornalismo esportivo brasileiro, com mais de sete décadas de carreira, 55 delas dedicadas à TV Globo.
Até ser internado no hospital Rios D’or, no Rio de Janeiro, devido a um tumor no pâncreas, no dia 6 de janeiro, Léo Batista seguia trabalhando ativamente, com participações regulares no Globo Esporte. Viúvo desde 2022, era casado com Leyla Chavantes Belinaso, com quem ocorreu 64 anos de vida.
Carreira
Natural de Cordeirópolis (SP), Léo Batista iniciou uma trajetória como locutor de uma praça, passando pela era de ouro do rádio e, mais tarde, pela televisão, quando o meio ainda era uma novidade no Brasil. Na rádio, destaque-se na Rádio Globo, onde foi o primeiro a anunciar o suicídio do presidente Getúlio Vargas, em 1954.
Na TV, estreou no Telejornal Pirelli da TV Rio, antes de ingressar na TV Globo, em 1970. Foi o primeiro apresentador do Jornal Hoje , do Esporte Espetacular e do Globo Esporte . Atuou ainda no Fantástico , apresentando os gols da rodada, e nas edições do Jornal Nacional .
Coberturas históricas
Ao longo da carreira, participou de 13 Copas do Mundo e 13 Jogos Olímpicos, além de cobrir eventos marcantes, como a morte de Ayrton Senna e o acidente que vitimou a princesa Diana.
Além do jornalismo, Léo Batista foi dublador, cantor e artista plástico, marcando presença em diversos campos da comunicação e das artes. Léo Batista deixa um legado que transcende gerações, com contribuições fundamentais ao jornalismo esportivo e à televisão brasileira.
Morte de Getúlio Vargas
Um dos muitos momentos históricos narrados por Léo Batista foi em 24 de agosto de 1954. Ele estava de plantão na Rádio Globo e noticiou, em primeira mão, o suicídio de Getúlio Vargas – a notícia mais importante que ele deu em sua carreira.
Ao Memória Globo, Léo lembrou daquele momento: “‘Atenção, atenção! Informa o ‘Globo no Ar,’ em edição extraordinária: acaba de se suicidar no Palácio do Catete o presidente Getúlio Vargas!’ E repeti, afirmando que voltaríamos com novas informações a qualquer momento. Quinze minutos depois, entrou o ‘Repórter Esso’, com Heron Domingues”.
Desde 1970 na TV Globo
Em 1955, Léo Batista trocou o rádio pela televisão, sendo contratado pela TV Rio. Lá, organizou e participou do Jornal Pirelli e de outros programas. Em 1968, deixou a TV Rio e passou pela TV Excelsior antes de começar na Globo, em 1970.
O início da emissora onde trabalhou por mais de 50 anos foi durante a Copa do Mundo em que o Brasil conquistou o tricampeonato mundial.
Primeiro, narrou às pressas o jogo entre Peru e Bulgária após um problema técnico com a equipe que faria a transmissão direto do México, sede da competição.
LEIA TAMBÉM