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MPAM pede prisão de delegado acusado de extorsão por ‘afronta à Justiça’

(Foto: Reprodução)

MANAUS (AM) – O Ministério Público do Amazonas (MPAM) pediu a prisão preventiva do delegado Ericson de Souza Tavares, da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), após o militar publicar vídeo com gestos obscenos e palavões. Preso em março deste ano, o titular do 6° Distrito Integrado de Polícia de Manaus é investigado por suspeita de extorsão e sequestro no município de Manacapuru.

Além da prisão, o MP pede a suspensão de Ericson de Souza Tavares da função pública de delegado da PC-AM para evitar o cometimento de novos delitos […] “pois como os crimes foram praticados no exercício das funções públicas, afasta-se o Paciente de tais funções, mas também das novas oportunidades que possam levar a outras práticas criminosas diferenciadas, porque na função pública de relevância – Delegado de Polícia Civil”, segundo o documento.

O Ministério Público argumenta que embora seja primário e não responda a outros processos criminais, há indícios de que o grupo já esteve envolvido em mais de uma “extorsão mediante sequestro”, na qual, inclusive, a vítima foi seriamente agredida, evidenciando o risco de “reiteração delitiva” e a insuficiência de outras medidas cautelares.

“Mais grave, após a concessão da liberdade provisória cumulada com medidas cautelares diversas da prisão, o Paciente, em verdadeira afronta à Justiça, publicou em suas redes sociais vídeo que repercutiu nos meios de comunicação de todo o estado do Amazonas […] No vídeo, o Paciente, além de cantar funk e usar palavrões, mostra o dedo do meio e zomba da situação que levou à sua prisão”, diz o documento.

No vídeo, o delegado canta “Acharam que eu estava derrotado. Quem achou estava errado. Eu voltei. Tô aqui. Te fode aí”, diz o delegado levantando o dedo do meio.

Segundo o MP, a atitude do agente causou “indignação” entre a população, que considerou a ação um “desrespeito” às investigações e às vítimas dos crimes de extorsão e sequestro pelos quais ele e outros policiais foram acusados.

Além do delegado, três investigadores, cinco policiais militares, sendo quatro cabos e um sargento, além de dois civis, participam da associação criminosa.

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