BRASÍLIA – A chamada Papudinha voltou ao centro do debate político nacional após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra pena no local. Mas afinal, o que é a Papudinha, onde fica e por que ela é diferente das demais unidades prisionais do país?
A Papudinha é o apelido popular do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (19º BPM), uma ala especial localizada dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O espaço é destinado a presos com perfil de autoridade, como políticos, militares e ex-ocupantes de cargos estratégicos do Estado.
A unidade está situada no Jardim Botânico, área nobre de Brasília, dentro do Complexo da Papuda, o maior conjunto prisional do Distrito Federal. Apesar de integrar o sistema penitenciário, a Papudinha funciona de forma separada das celas comuns do presídio da Papuda.
Diferente das celas tradicionais, a Papudinha abriga instalações adaptadas, conhecidas informalmente como “celas especiais”. Os espaços contam com Área externa para banho de sol individual, Banheiro privativo, Melhor ventilação e iluminação, Estrutura que permite atendimento médico e fisioterapia, Regras diferenciadas para visitas, conforme decisão judicial.
Essas condições fazem com que o local seja frequentemente chamado de “presídio VIP”, expressão que alimenta críticas sobre desigualdade no sistema penal brasileiro.
A decisão de transferir Bolsonaro partiu do ministro Alexandre de Moraes, do STF, após o trânsito em julgado da condenação por tentativa de golpe de Estado. Segundo Moraes, a medida busca adequar o local de cumprimento da pena à condição jurídica do condenado, sem afastar o regime fechado.
O ministro destacou que a Papudinha permite maior controle de segurança, além de acompanhamento médico contínuo, diante das alegações de problemas de saúde apresentadas pela defesa do ex-presidente.
A ida de Bolsonaro para a Papudinha reacende o debate sobre privilégios no sistema prisional, especialmente quando comparados à realidade enfrentada pela maioria dos presos no Brasil. O caso também reforça o impacto simbólico da condenação de um ex-presidente, algo raro na história política brasileira.
Antes de Bolsonaro, a unidade já abrigou nomes como o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, além de oficiais da Polícia Militar do DF envolvidos em investigações de grande repercussão.
Enquanto aliados falam em “tratamento humanitário”, críticos apontam que a Papudinha evidencia a distância entre o discurso político e a realidade do sistema carcerário comum, marcado por superlotação, violência e falta de assistência básica.
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